NotiíciasVitrine Temsi
[ 2 de abril de 2019 by admin 0 Comments ]

Supermercados registram queda de 5,2% nas vendas

As vendas do setor supermercadista do Brasil caíram 5,12% em fevereiro na comparação com janeiro, descontada a inflação, mas avançaram 2,05 na comparação anual, informou ontem a associação que representa o setor, Abras.

No acumulado do primeiro bimestre, o faturamento teve avanço real de 2,51%, segundo os dados da entidade. Considerando a queda das vendas de fevereiro como “leve” ante janeiro, a Abras afirmou que o resultado apresentado no período foi “o melhor registrado para o mês nos últimos dois anos”.

“A economia ainda segue em ritmo lento e o desemprego continua com taxa elevada, de 12,4%, e isso impacta no consumo da população, que tem ponderado seus gastos”, disse o presidente da Abras, João Sanzovo Neto, em nota.

Cesta
Em fevereiro, a cesta de produtos Abrasmercado, indicador que mapeia o valor cobrado de alguns dos itens mais vendidos nas gôndolas registrou alta de 2,12%, passando de R$ 465,57 para R$ 475,44. No acumulado dos últimos 12 meses (fevereiro 2019/fevereiro 2018), a cesta apresentou alta de 7,35%.Segundo a Associação, as maiores quedas de preço no mês de fevereiro foram registradas em produtos como: tomate (-6,5%), frango congelado (-1,8%), arroz (-1,6%) e cebola (-1,6%). Já as maiores altas foram nos itens: feijão (48%), batata (32,8%), farinha de mandioca (6,8%) e leite longa a vida (6,6%).

Na análise realizada por Região do País, em fevereiro, todas apresentaram alta nos preços da cesta Abrasmercado. De acordo com o relatório da Associação, a maior variação verificada foi observada na Região Norte, 3,29%, chegando a R$ 505,34, e o menor valor da cesta foi registrado na Região Nordeste, R$ 427,09.

Com o Carnaval ficando para março, as vendas do varejo supermercadistas devem apresentar um resultado mais forte na comparação com 2018. Na sequência, as gôndolas recheadas para a Páscoa devem dar às redes um fôlego maior para tentar sustentar um crescimento mais longo nas vendas.

De olho nesse potencial, algumas varejistas já fizeram suas apostas. Com forte atuação em Minas Gerais e Goiás, na rede Bretas, por exemplo, a expectativa é de vender 38 toneladas de chocolate. Já a Cooperativa do Consumo (Coop), forte no ABC Paulista e interior, espera vendas 11% maiores este ano, com alta de 15% no volume de pedidos à indústria e reforço das ofertas nas gôndolas.

Fonte: DCI

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[ 2 de abril de 2019 by admin 0 Comments ]

27% das empresas paulistanas estão com excesso de estoque

O Índice de Estoques da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP) registrou avanço de 1,5% em abril ante março e atingiu 121,3 pontos, informou a entidade.

Já na comparação com abril do ano passado, houve alta de 5,9%, indicando que, “apesar do cenário menos positivo do que se esperava, a economia ganhou algum fôlego no período”, aponta a federação.

O indicador vai de zero a 200 pontos, em que o piso representa inadequação total e o teto, adequação total. A marca de 100 pontos é a fronteira entre adequação e inadequação dos estoques

Com o movimento de abril, os níveis dos estoque do setor varejista estão em patamares adequados em 60% das lojas na capital paulista, com ganho de 0,6 ponto porcentual ante março, e atingiram o nível médio verificado antes da crise que atingiu a economia brasileira, relata a FecomercioSP.

O movimento reflete, entretanto, mais uma adequação dos empresários diante do ritmo enfraquecido das vendas do que uma melhora das vendas, destaca a entidade.

“A proporção dos empresários que declararam ter excesso de mercadorias se manteve estável – de 27,4% em março para 27,3% em abril. A porcentagem dos que consideram ter estoques baixos caiu 1 ponto: 11,7%, ante os 12,7% de março”, diz a FecomercioSP em comunicado.

Os empresários do setor, diz a entidade, já não têm o mesmo otimismo que tinham no início do ano para o ritmo das vendas. “Por isso, houve uma pausa na reposição de estoque”, explica. “A saída de mercadorias só deve obter um crescimento mais significativo após as definições políticas em andamento, como as principais reformas (tributária e da Previdência)”, continua o comunicado.

“A Federação ressalta que os empreendedores concordam com o Poder Executivo de que as mudanças são necessárias, mas agora estão em dúvida se será capaz de implementá-las”, pontua a FecomercioSP.

Fonte: Agência Estado